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Beijo no Carnaval pede cuidado entre os foliões

Especialista alerta que a troca de saliva, a baixa imunidade e o excesso de exposição durante a folia aumentam o risco de infecções

Publicada em 10/02/26 às 16:06h - 50 visualizações

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Beijo no Carnaval pede cuidado entre os foliões
Especialista alerta que a troca de saliva, a baixa imunidade e o excesso de exposição durante a folia aumentam o risco de infecções  (Foto: Divulgação)
O Carnaval é um período marcado por festas, aglomerações e intensa interação social, e o beijo torna-se uma das principais formas de contato entre os foliões. Segundo especialistas da área da saúde, a proximidade física e a troca de secreções facilitam a circulação de agentes infecciosos, sobretudo em ambientes lotados e com pouca ventilação, o que pode favorecer a transmissão de diversas doenças.

Entre as enfermidades mais frequentes estão aquelas transmitidas pelo contato direto com a saliva, como a mononucleose infecciosa, conhecida popularmente como “doença do beijo”, herpes labial, gripe, resfriado e outras infecções virais.

O alerta dos especialistas também destaca que, durante o Carnaval, o sistema imunológico tende a ficar mais vulnerável devido a fatores como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, noites mal dormidas e exposição prolongada ao sol. Essas condições contribuem para a redução das defesas do organismo, aumentando o risco de adoecimento após o período festivo. 

Prevenção e cuidados pós-diagnóstico 

“A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), cuja transmissão ocorre principalmente pela saliva, por meio do beijo, podendo o vírus permanecer incubado por até seis semanas antes do início dos sintomas”, explica Nely Cristina Medeiros Caires, coordenadora do curso de Odontologia da Wyden. 

“Entre os sintomas mais frequentes estão febres, dor de garganta, cansaço excessivo, dor de cabeça e dores no corpo. Atualmente, não existe um tratamento específico para a mononucleose infecciosa. A orientação é procurar atendimento médico e odontológico e evitar o contato íntimo até a confirmação do diagnóstico”, completa a especialista. 

Para reduzir os riscos de infecção durante o Carnaval, recomenda-se atenção redobrada aos sinais do próprio corpo e a adoção de medidas simples de prevenção, como evitar beijar pessoas com lesões visíveis na boca e não compartilhar copos, garrafas, talheres ou outros objetos de uso pessoal. 

Caso surjam sintomas após o Carnaval, a orientação é procurar atendimento médico e odontológico. O tratamento precoce ajuda a reduzir complicações, aliviar os sintomas e impedir a transmissão para outras pessoas. O acompanhamento profissional e o cumprimento das orientações dos profissionais de saúde são fundamentais para uma recuperação segura e para a retomada das atividades cotidianas com bem-estar.

Por Samuel Costa Melo (Assessoria de Imprensa: Adconce, Estácio-CE, Repense,  PBS Advogados, Sinconpe e JA CE. 




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