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Meio Ambiente

Especialistas alertam para riscos de queimaduras na pele e olhos nas festas juninas

Publicada em 28/06/25 às 09:53h - 344 visualizações

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Especialistas alertam para riscos de queimaduras na pele e olhos nas festas juninas
 (Foto: Camila Vasconcelos - Jornalista ( Instituto de Educação Médica (IDOMED))
Em meio às danças típicas, comidas regionais e toda a valorização da cultura que representa esse momento do ano, especialistas reforçam importantes alertas quanto aos acidentes típicos mais comuns, principalmente os que envolvem os perigos com utilização de fogos de artifícios, as tradicionais fogueiras e as brasas, que podem causar queimaduras leves e graves, inclusive com impactos consideráveis nos olhos e, mais comumente, na pele. Importante ressaltar que a maioria dos acidentes poderia ser evitado com prevenção e, caso aconteçam, o atendimento rápido salva vidas e reduz sequelas.

A atenção deve ser direcionada a todas as faixas etárias e a recomendação é que essas práticas sejam realizadas com conhecimento mais técnico a fim de evitar acidentes. O Dr. João Cantinho, do Instituto de Educação Médica (IDOMED), explica que nunca se deve acender fogos perto do corpo ou de materiais inflamáveis. Nos casos de queimadura, não usar receitas caseiras, a exemplo de pasta de dente, manteiga, entre outros. A orientação é lavar o local com água corrente em temperatura ambiente e cobrir com pano limpo. Após isso, procurar atendimento médico imediatamente em casos graves (queimaduras extensas, profundas ou em áreas sensíveis como rosto, mãos e genitais).

O médico ainda acrescenta que no curto prazo os acidentes podem causar dor intensa, infecções, risco de instabilidade nos casos de queimaduras extensas e risco de amputação em casos graves. No médio prazo, inclui uma cicatrização demorada, necessidade de enxertos e limitação de movimentos. Por sua vez, no longo prazo, a tendência é haver sequelas permanentes, como deformidades, perda de sensibilidade e traumas psicológicos. O Dr. João pontua que na área intensivista o protocolo de atuação nesses tipos de acidentes é priorizar “o controle da dor, hidratação e avaliação de vias aéreas (se houve inalação de fumaça) com foco na estabilização. Também se avalia a gravidade, ou seja, se forem queimaduras profundas (2º e 3º graus) exigem internação, às vezes em UTI, para prevenir infecções e falência de órgãos. Além disso, o tratamento especializado pode incluir cirurgias, suporte nutricional e reabilitação multidisciplinar”.

Alerta

As práticas nas festas juninas que envolvem explosões, fogos e fumaça também exigem atenção redobrada aos olhos. O oftalmologista do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Breno Leão, observa que a fumaça pode causar uma conjuntivite química nos olhos pela ação de gases tóxicos e também a queimadura provocada por pequenas fagulhas que voam da fogueira e mesmo pedaços maiores de brasas. Com os fogos “temos o problema da fumaça, além de fragmentos das explosões que podem atingir os olhos e mesmo outros objetos que podem ser arremessados devido à explosão de bombas”, alerta.

O especialista também ressalta que a queimadura causada pela fumaça é um tipo de queimadura química que pode causar conjuntivite ou mesmo ceratite se atingir a córnea e provocar reação. “Além disso, temos a queimadura de pálpebras e da pele do rosto, que pode ser de primeiro grau (devido à radiação térmica emitida pela fogueira), segundo e terceiro grau pelo contato direto e indevido de brasa ou outro material incandescente diretamente na região da face e dos olhos”, pontua. Outro alerta, nesses casos, é para situações mais graves, “como a contusão e lacerações de região periocular e o tecido ocular propriamente dito causado por fogo ou por fogos de artifício”, destaca Dr. Breno.

Por: Camila Vasconcelos - Jornalista ( Instituto de Educação Médica (IDOMED)




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