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Câncer que vitimou Preta Gil é o segundo tipo mais comum entre mulheres

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, mais de 20 mil novos diagnósticos anuais devem ocorrer entre mulheres no país, representando mais de 10% de todos os casos de câncer femininos.

Publicada em 26/07/25 às 16:11h - 108 visualizações

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Câncer que vitimou Preta Gil é o segundo tipo mais comum entre mulheres
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, mais de 20 mil novos diagnósticos anuais devem ocorrer entre mulheres no país, representando mais de 10% de todos os casos de câncer femininos.  (Foto: Camila Vasconcelos - Jornalista ( Instituto de Educação Médica (IDOMED))

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é  o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de mama. Ele voltou a ser falado devido ao falecimento da cantora Preta Gil em decorrência do agravamento da doença. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 20 mil novos diagnósticos anuais devem ocorrer entre mulheres no país, representando mais de 10% de todos os casos de câncer femininos.

O proctologista e docente do Instituto de Educação Médica (Idomed), Dr. José Carlos, explica que a alta incidência do câncer colorretal está relacionada a fatores genéticos e do estilo de vida. “Apesar da grande incidência em mulheres, ele acomete igualmente ambos os sexos. Entre os fatores de risco estão a alimentação rica em carnes processadas e gorduras, sedentarismo, obesidade e histórico familiar da doença”, explica.

Há cura!

O câncer colorretal afeta o cólon e o reto, partes finais do intestino grosso, e pode se manifestar por sintomas como alterações no hábito intestinal, diarreia ou constipação persistente, presença de sangue nas fezes, dores abdominais, anemia e perda de peso sem causa aparente. Entretanto, os sinais geralmente aparecem em fases mais avançadas, o que reforça a importância do rastreamento. “Recomenda-se que a colonoscopia seja realizada a partir dos 45 anos e, em caso de histórico familiar, o exame deve ser feito mais cedo. É através dele que se  detecta a doença e se agiliza para a remoção dos pólipos antes que evoluam para tumores”, orienta o especialista.

O coloproctologista José Carlos destaca, ainda, que o tratamento depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia para remoção do tumor, quimioterapia e radioterapia. Em fases iniciais, as taxas de cura ultrapassam 90%, mas caem significativamente quando há metástases. “Diagnosticar cedo é salvar vidas. Quando a doença avança, o tratamento é mais agressivo e as chances de sobrevida diminuem”, reforça.

Sobre a prevenção, Dr. José Carlos  afirma que ela deve passar por mudanças de hábitos no dia a dia. “A alimentação deve ser sempre rica em fibras, frutas e vegetais, associada à redução do consumo de carnes processadas, bebidas alcoólicas e cigarro, além da prática regular de atividade física e manutenção do peso corporal adequado” , finaliza.

Por: Camila Vasconcelos - Jornalista ( Instituto de Educação Médica (IDOMED)




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